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Entrevista a Carlos Gil

  • 11 de nov. de 2016
  • 3 min de leitura

Boa Noite Leitores,

Fim-de-semana á porta e uma entrevista nova no Black Fashion! Estivemos a conversa com Carlos Gil.

João- ​Olá Carlos! Já conhecia o nosso blog?

Carlos Gil- Sim, já estive várias vezes em contacto com o vosso blog.

João- Acha que Portugal é um país pequeno para a área da Moda?

CG- A Moda em Portugal cresceu imenso nos últimos anos, sobretudo no ensino, que está cada vez mais especializado. Contudo considero que, ainda existem enormes falhas para que a Moda possa continuar a crescer. Um bom exemplo é o facto de a indústria ainda se apoiar muito nos designers e marcas estrangeiros, em vez de se juntar aos criadores nacionais, aos recursos que temos no nosso país, que são cada vez melhores e mais abundantes.

João- Se não fosse designer, continuaria ligada á industria da Moda? Se sim em que profissão? Se não em que profissão?

CG-Se não fosse designer de moda provavelmente estava ligado ao ensino. Após acabar a minha formação académica, encarei o mundo do trabalho, lecionando em escolas públicas como professor de Desenho. Mais tarde comecei a lecionar moda em escolas da especialidade. ( Recordo com saudade. )

João-Em que semana da moda internacional gostava de participar? Porque?

CG- Existem duas semanas da moda nas quais gostava de participar, a de Nova Iorque, por ser uma Fashion Week mundialmente icónica, e a do Japão, pois trata-se de um país/mercado que me atrai e para o qual já estou a exportar.

João-Quais, para si, os 3 aspetos mais importantes para a criação de novas peças de vestuário?

CG-Na minha opinião os três principais aspectos que temos de ter em conta quando estamos a criar uma nova peça são a qualidade (do material, da confeção, dos acabamentos), o corte (ou seja, a modelagem que está por trás do produto final) e o design (pois é este último ponto que confere personalidade a cada peça).

João-Que ícone internacional gostava de vestir? Porque?

CG- Quando visto uma mulher penso num todo, em si e nos seus valores, independentemente do seu mediatismo.

João-O que tenta transmitir nas suas coleções?

CG-As minhas coleções estão sempre apoiadas num conceito que muda de estação para estação, no entanto existem valores que eu tento que estejam presentes em todas. Procuro sempre apresentar propostas novas, novidade, qualidade e conforto. Trabalho a imagem de uma mulher elegante, atual, um sportswaer chic arrojado.

João-Já pensou criar roupa para homem?

CG-Sou procurado com frequência por homens que procuram um vestuário de qualidade e com design. O Atelier neste momento está apoiado numa estrutura para confeccionar mulher. O Futuro dá-nos surpresas. Quem sabe!!!

João- Como se vê daqui a 10 anos?

CG- O meu percurso tem sido feito à custa de trabalho, procuro viver com a tranquilidade que o interior me proporciona. Os 18 anos de carreira foram feitos em luta permanente, pensando nos desafios a que me proponho todos os anos. Claro que viver no interior obriga-me a viajar muito, pois a maior parte do tempo vivo em Lisboa. Viajar é um gosto para mim e trabalhar para o estrangeiro é algo novo que me dá muito prazer. Costumo dizer que nasci para ser feliz e tudo faço para o conquistar. Sei que, daqui a 10 anos terei a mesma ambição e estou certo que seja onde for, ou o que fizer, serei o mesmo, respeitando os meus valores, que são o fundamental para a minha vida.

João- Obrigado Carlos Gil!


 
 
 

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